segunda-feira, agosto 27, 2007

Marialva

Se as imagens do site cativavam, em boa verdade, à viva vista o sítio consegue ser surpreendente.

Ainda a uns kilometros significativos da Guarda, o caminho é quase sempre a direito em direcção a Foz Coa. E não fazendo a minima ideia de que tipo de paisagem se poderá esperar" - não sendo habitué da área confesso que pensei ficar mais perto das vinhas do Douro do que da Serra da Estrela. Bom, a meio caminho foi o facto.

A caminho de Meda, surge Marialva. Um castelo ao fundo. Para minha surpresa e não sei como me escapou tal pormenor, Marialva é uma aldeia histórica. E de facto, subindo, subindo, procurando pelas Casas de Coro, rapidamente estamos à porta do Castelo.

A "recepção" é na Loja do Coro. Entrando e olhando em volta, surgem os primeiros indícios de um lugar gourmet. Produtos da Occitane, SIA, vinhos exclusivos, artesanato, etc, mas que não fazem propriamente adivinhar o que nos espera. A simpatia de quem nos recebe é um facto de notar. Como estamos no meio de uma aldeia, são nos dadas algumas dicas de locais para jantar fora e um convite para jantar por ali no próprio dia.

Fantástico projecto de Turismo de Aldeia, as Casas do Coro, são surpreendentes.
Casas de pedra, antigas, remodeladas. Várias casas. Alugam-se à casa ou ao quarto/suite. Quartos decorados com um bom gosto exímio, casa de banho ampla, banheira de hidromassagem e espelho daqui a Roma. Detalhes e mais detalhes.

Saindo a porta, encara-se a piscina.
Uma piscina enorme, com várias camas (sim, camas) e espreguiçadeiras. Com vista para o Castelo, a dois passos, no meio do nada. Deveras...surreal.
Uma pequena casa de pedra, alberga um jacuzzi, com vista para o lado oposto à piscina - o por do sol. Quem resiste?

Hora de jantar. Nem todos os dias se realizam jantares. E é preciso ter marcação prévia.

Bem dita a hora que disse que sim, que aceitavamos jantar por ali.
A sala do jantar, que de manha é a mesma do pequeno almoço, é um espaço divinal. Mesas de madeira, grandes, cada uma com a sua decoração. Passadeiras vermelhas. Ou azuis. Copos de pé alto, a loiça. Tudo num detalhe fantástico. Candelabros, velas, vários. A pouca luz confere ao espaço uma magia especial, uma elegância incontornável. Música ambiente a mais adequada possível. Para mais, a comida é exemplar. Soberba em todos os aspectos, desde a entrada à sobremesa. Apesar de custar 45 euros p.p., vale cada cêntimo.

À noite, é para dormir no maior dos silêncios.

Pela manha, corra-se ansiosamente para o pequeno almoço. Na mesma sala, hoje temos fado. Baixinho. E a luz é uma luz ténue das grandes janelas que dão para o horizonte, onde lá fora um vaso enorme com uma planta/árvore redonda, dá um toque especial à entrada. O chá, café e leite são servidos em bules antigos. Extensos aparadores sustentam as mais deliciosas coisas, das quais destaco as compotas, feitas na aldeia (e vendidas também na loja), o requeijão da zona e a magnífica tarte de maça feita acabada de fazer. Não apetece sair daquela sala, apesar do sol lá fora. Silêncio para os olhos e a boca saborearem o momento.

A voltar certamente.


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