segunda-feira, agosto 20, 2007

Serra Não Nevada

A Serra no Verão é diferente.
Bem lá no alto, onde a já tradicional Pousada de S. Loure
nço dá abrigo, nasceu há bem pouco tempo um projecto novo, de modernidade, conforto e muito bom gosto e pormenor: a Casa das Penhas Douradas.

Atalhando por Manteigas, sobe-se a Serra em curva e contracurva, amparados pelas árvores e vegetação francas que não nos deixam cair na monotonia. Chega-se à Casa muito directamente. Uma arquitectura muito sui generis para o local.

Entranha-se a gentileza dos responsáveis, que nos deixam adivinhar que deixaram outras vidas mais densas para se dedicar a este projecto de paixão. Assim que se entra a porta, uma sala acolhedora
do lado direito desperta a atenção. No entanto, descortina-se um pequeno espaço - dita "recepção" não sinalizada, onde um computador já com programa de gestão hoteleira, se planta. Com efeito, a gestão de um turismo rural (ou de natureza, no caso, como quiserem chamar) não tem nada de amador neste caso. Tudo pensado ao pormenor e com profissionalismo.

Os quartos, no andar de baixo daquele que já parece, de trás, ser o rés do chão, arrebata a melhor das expectativas. Janelas enormes fotografam a imensa paisagem, que se supõe com neve ser de ficar sem folego. E não apenas com neve.

O detalhe vive em cada canto. Os candeeiros pendurados como brincos, nas laterais de uma cama de colcha e almofadas a preceito - deliciosas, completam o charme das janelas, do plasma e leitor DVD embutidos na parede, do sofá em castanho forte, das garrafas de água e copos em vidro em castanho amarelado.

Abrindo a janela enorme, entrada para um estrado: cadeiras de madeira e uma vela enorme, par
a acender à noite, dão as boas vindas a um pequeno relvado, com uma vista soberba.

A casa de banho - o detalhe dos produtos da própria casa, um toalheiro original em forma de árvore e um
duche/poliban com uma parede de vidro fosco que dá para a lateral da cama.

No corredor, bar com chá, café e outras bebidas à disposição. Basta anotar o que se consumiu e a qualquer hora do dia ou da noite, é só servir.


Ainda em baixo, uma sala de estar. TV, livros e livros, sofás corridos, longas janelas horizontais, almofadas e originais candeeiros, antecipam a área da Piscina. Coberta, inhouse, mas com uma janela enorme, panorama que serve tanto o Inverno como o Verão.


Em visita ao andar de cima, voltando à sala que piscou o olho inicialmente, descobrem-se diversos DVDs (muito actuais) , várias revistas, livros, jornais diários, internet (os quartos também têm acesso à web). TV, sofás e sofás e uma mesa em madeira, original forma floreada, junto a uma janela de pé alto. De facto, muito cozy, como convém.


É-se informado que pela tarde são sempre deixados na zona do café, bolos caseiros e a máquina de Nespresso sempre disponível. Oferta da casa.

Ao jantar, para quem quiser ficar, existe uma ementa gourmet. Janta-se quase em família. Mas com a distanciamento necessário, para quem assim o entender. Uma entrada de champagne é feita na sala para quem quiser trocar algumas impressões com os outros hóspedes da casa ou apenas apreciar o espaço e a flute. O jantar é servido de forma informal. Delicioso. Existe mesmo um chef para a ementa gourmet.

(25 euros por pessoa).

A casa oferece efectivamente todas as comodidades para que quem pretenda não ter que se deslocar ao "mundo" (Manteigas a 20 min).

Levantar às 6h30 da manha em férias será de loucos, mas acordar e verificar uma restea de luz, quem não ousaria ir espreitar para lá das cortinas e assistir a este magnifico nascer do sol.


Já pelas 10h, há que não resistir ao pequeno almoço, com coisas da terra. Geleias divinais, pão fresquinho, requeijão de Seia, bolinhos, etc. não dispensado um Nespresso no final. E com tempo, há que não resisitr às caminhadas propostas pelos donos da casa, caminheiros que parecem profissionais, à descoberta de sítios que de outra forma o turista comum não se atravessaria a explorar. Uma capela muito próxima permite que quem queira ir à missa à noite ou final do dia, o possa fazer num ambiente muito sui generis.

Resta-me dizer que é um sítio fantástico, onde a simpatia e disponibilidade das pessoas é surpreendente e o detalhe do ambiente supera as imagens colhidas na internet.
O merchandising da casa é também ele alvo de cuidado, com mantas e cobertores, t-shirts e produtos disponíveis para qualquer recordação. É que vale mesmo a pena recordar.

Melhor que isso, é regressar. E desta vez com neve.



2 Comments:

Blogger K said...

Farta de passear é o que é....
De facto acertaste em cheio. è uma referência em termos de arquitectura...

12:26 da tarde  
Blogger Sophia Cinemuerte said...

Ricas Férias:)*

1:56 da tarde  

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