sexta-feira, setembro 29, 2006

7ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS



Lisboa - Instituto franco-português
4.10 - 15.10

Esta sétima edição da Festa do Cinema Francês decorre entre 4 de Outubro e 21 de Novembro em 7 cidades (Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Évora, Almada e Funchal), tendo como parceiros principais as respectivas Câmaras Municipais.

A 7ª Festa do Cinema Francês é:

- 32 ante-estreias nacionais e/ou absolutas de filmes recentes de produção francesa.
- Presença de uma delegação artística que acompanha os diferentes filmes de abertura.
- 7 cidades de norte a sul, do litoral ao interior e ainda na ilha da Madeira.
- Homenagem ao canal de televisão a 2:.
- A “História dos Cahiers du Cinema em 20 filmes”.
- Uma programação especial na RTP1 e na 2:.
- Um sítio Internet.
- Um Portal Móvel

Na Cinemateca, not to loose:

- The River,de Jean Renoir
Seg,30 OUT. 21h30

Parecem-me interessantes:

-CALL ME AGOSTINO Lisboa:13-10-2006 19h30 - Cinema São Jorge
"Hélène, Marianne, duas mulheres apaixonadas.Uma sonha e tem muitas dúvidas. A outra atira-se de cabeça e encontra soluções. Um desafio humano, efémero, irá juntá-las num desgosto que vão decidir parodiar juntas..."
As intenções do cineasta:
"É uma "balada" parisiense, com os seus lugares de postais ilustrados e os seus recantos escondidos(...)"

-DUNIA Lisboa:11-10-20069h00 - Instituto Franco-Português
As intenções do cineasta
« Nascida em Beirute, quem sou eu? Uma cineasta que filma o amor na guerra? Ou uma cineasta sempre em guerra, quando já não há amor? Nos filmes que rodei, seja no Líbano, no Sara, no Irão, no Vietname e, por último, no Egipto, gosto de levar o espectador para um mundo virado do avesso, onde já não se sabe o que é verdadeiro, o que é falso, porque a única coisa real que resta é o absurdo. »


-FAUTEUILS D’ORCHESTRE Lisboa:04-10-2006 21h00 - Cinema São Jorge
Resumo
Uma actriz popular que sonha com cinema intimista, um pianista sobredotado que sonha tocar para um público ignorante e ingénuo, um coleccionador que vende numa só noite a obra de toda sua vida, uma jovem provinciana que tenta a sua sorte em Paris, porque a avó lhe disse: "como eu não tinha recursos suficientes para viver no luxo, decidi trabalhar no meio dele." Todas estas personagens e os seus companheiros vão cruzar-se e encontrar-se durante uma noite no Bar des Théâtres, onde irão curar as suas neuroses diante de um café ou de um “bife tártaro com batatas fritas".

« Danièle Thompson consegue um filme coral sensível sobre as aspirações, as neuroses e os remorsos do pequeno mundo dos artistas. No cimo do trono, uma Cécile de France irradiante de beleza. »
Christophe Chadefaud, Ciné Live
« Fauteuils d'orchestre é uma procura de felicidade, onde nos instalamos com prazer e de onde saímos um pouco mais felizes. »
Ghislain Loustalot, Première

-FLANDRES (Grande Prémio Cannes) Lisboa:12-10-2006 19h00 - Instituto Franco-Português

« Flandres encerra um poder de perturbação que decorre da força da encenação, cujos efeitos perturbadores se prolongam muito para lá do fim da projecção. »
Jean-Michel Frodon, Les Cahiers du Cinéma

-ILS NE MOURAIENT PAS TOUS MAIS TOUS ÉTAIENT FRAPPÉS
Resumo
Todas as semanas, uma psicóloga e dois médicos atendem homens e mulheres doentes devido ao trabalho. Quatro pessoas descrevem o seu sofrimento no emprego, durante uma entrevista única. Através da intimidade, da intensidade e da verdade de todos estes dramas vulgares, o filme testemunha a banalização do sofrimento no mundo do trabalho. Ils ne mouraient pas tous mais tous étaient frappés é um espaço cinematográfico fechado onde ganha corpo e significado uma realidade invisível e silenciosa. O título foi retirado de Animaux malades de la peste, uma fábula de La Fontaine.


-LA PETITE JERUSALEM
Lisboa:10-10-2006 19h00 - Instituto Franco-Português
“Bela moral essa, segundo a qual o caminho para a liberdade não passa pelo respeito dos dogmas infalíveis, mas sim pelo questionamento perpétuo.”
Matthieu Darras, Positif


-LA RAISON DU PLUS FAIBLE Lisboa:07-10-2006 19h30 - Cinema São Jorge
"Em La Raison du plus faible, Lucas (Belvaux) apela à resistência com uma raiva salutar. (...) Perfeita metáfora de uma obra que incita a recuperar as capacidades de indignação. A erguer-se. A não viver deitado. »
Sophie Grassin, Première

-LES ANGES EXTERMINATEURS Lisboa:15-10-2006 22h00 - Cinema São Jorge
As intenções do cineasta
«O meu único orgulho de cineasta consiste em tentar encontrar coisas que ainda não tenham sido feitas em cinema. Apercebi-me de que o sexo é uma área quase por desbravar. Por isso, senti vontade de me embrenhar neste tema, com todos os riscos inerentes. … No fundo, mesmo que se fale a toda a hora de sexo na nossa sociedade, ele continua a ser um verdadeiro tabu… Como é possível que o sexo esteja ligado ao proibido há milhares de anos? Esse tabu indirecto, por vezes violento, em torno do sexo foi o ponto de partida para os Anges Exterminateurs. »

-PARIS, JE T’AIME Lisboa:14-10-2006 22h00 - Cinema São Jorge

Resumo
Um filme que aposta no amor. Em vinte bairros de Paris, o amor passageiro, velado, gestualizado, vampirizado, maltratado ou revelado... Paris reinventada por 20 realizadores internacionais.

« Finda a excursão, subsistem os doces eflúvios de um perfume próprio da capital. Levemente estonteante, gravemente frívolo. »



-QUI M’AIME ME SUIVE Lisboa:09-10-2006 19h00 - Instituto Franco-Português
As intenções do cineasta
"Os espectadores de vinte anos devem poder pensar que, embora escolham uma via hoje, poderão mudar de rumo amanhã; os de quarenta, que ainda estão a tempo; e os mais velhos, que possam divertir-se a ver alguém fazer o que eles nunca ousaram fazer."

-SELON CHARLIE Lisboa:15-10-2006 19h30 - Cinema São Jorge
Resumo
Uma cidade à beira do Atlântico, época baixa. Três dias, sete personagens, sete vidas em movimento, em busca de elas próprias, que se cruzam, se desencontram, se roçam, se chocam e que, ao despedirem-se, nunca mais serão as mesmas.


http://www.festadocinemafrances.com/

Enjoy.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Complexo de Peter Pan

Interessantíssima a entrevista de Fernando Savater a Ana Sousa Dias na 2: - Por Outro Lado

Falar de filhos está a tornar-se um tanto ao quanto recorrente nestas últimas semanas. Confessamos que - exactamente - começamos a sentir uma certa "velhice", mas cada vez mais acompanhada com planos de curto ou médio prazo que passam pela via profissional. No entanto, a conversa toca.

Para além de potencial "mãe", este "Complexo de Peter Pan" pode ser um bom insight no trabalho do dia a dia.

Ora, como dizia a personagem incrivelmente bem disposta e lúcida que tive o prazer ouvir esta noite (curiosa e ajeitada a referência aos portugueses, como "seriam espanhóis, só que bem educados"), o complexo de Peter Pan intrusou-se na nossa sociedade.

Queremos ser jovens para sempre, não queremos crescer (porque crescer significa estar mais perto da morte), queremos gozar a vida ao máximo, com o minimo de responsabilidades e, sobretudo, se tivermos filhos, queremos ser "os amigos". Queremos ser confundidos com a "irmã da filha".

Pois que Savater levanta uma série de questões fundamentais e escandalosamente pertinentes na nossa sociedade:

1) A problemática da educação ou da ausência da mesma. Da desresponsabilização dos pais. Da ausência de limites (os pais "amigos" em contraposição aos "os seres mais velhos, que já viveram, que SABEM, que apoiam, que os ajudam a crecer"); A inexistência da autoridade (do latim "augeo" - ajudar a crescer; e não derivado de qualquer aspecto de tirania); A necessária frustração - porque os limites criam frustração, mas ensinam - e isso faz parte; O papel dos pais enquanto modelos de valores.

2) A problemática da gestão da informação e respectivo acompanhamento da educação
- actualmente com o advento da internet e com os próprios contéudos e acesso à TV, as crianças iniciam o seu percurso nas escolas com um conhecimento incomparável ao de há 10 anos atrás - o contacto com a morte é banal (bonecos animados, novelas, telejornais, etc.) e já estarão todos bem familiarizados com uma série de temáticas mais avançadas. Portanto, o que as crianças necessitam é de alguém que lhes explique as coisas ou os ajude a pensar sobre elas e a tomar uma posição.

[Gostaria de trazer o Savater para um debate sobre os Morangos com Açucar e os seus efeitos nas criancinhas de 8 anos - especialmente a parte da frustração de não poderem ver os episódios...mas isto seriam outros quinhentos]

3) O imperatico de fazer dos nossos filhos ainda melhores pessoas que nós
E investir na educação custa caro - pelo que teremos que redimensionar os nossos investimentos (difícil, difícil...)


Confesso que o Complexo de Peter Pan nos deve deixar algo preocupados - é uma constatação tão real e ao mesmo tempo tão absurda - porque nunca os nossos filhos terão a nossa idade e vice versa - mas que queremos impor - e que constitui um desafio herculeano pela frente: fazer face ao nosso egoísmo e egocentricidade hedonista, aceitando

1) ter filhos (uma decisão que hoje em dia já é bastante avaliada, não só do ponto de vista financeiro )
2) o que é a responsabilidade de educar um filho e assumi-la sem restrições

Sendo que, na minha humilde opinião...a opção "Peter Pan" continua a ser válida - desde que não haja filhos a pagar por isso.


Bom, mas não foi apenas o Complexo de Peter Pan que me interessou na abordagem deste homem. Foi toda uma sistematização de conceitos e valores que nos parecem algures perdidos

Deveras interessante saber que é uma referência nas disciplinas de Ética do Ensino Secundário a nível europeu ("nós por cá" ainda continuamos com optativas de religião e moral?)

Descobri que esteve no "Pessoal e Transmissível" da TSF. Um Programa do qual não consigo desligar cada vez que apanho, quase sempre, inadvertidamente.
(Confesso que a voz do jornalista soa a mofo, mas as entrevistas são sempre muito interessantes).

Poderão ouvir a entrevista online, que também inclui algumas referências à ETA, sendo que Savater nasceu em San Sebastian, no País Basco e foi/é umas das vozes mais activas contra a organização terrorista:

http://tsf.sapo.pt/online/radio/interior.asp?id_artigo=TSF171950

"Qual é a pergunta, Fernando Savater, que mais gosta de não saber responder?"

Descubram.
SN


http://es.wikipedia.org/wiki/Fernando_Savater

domingo, setembro 24, 2006

Cinco Lounge



Coktails internacionais reunidos num espaço convidativo, apetrechado da "always on" simpatia do dono.
Cosmopolitan, Mojito, Evening Breeze,
Umas tostas de cogumelos fantásticas.

Favourite:
JoApple - Maça e Canela (o meu strudell em estado líquido).

Algures entre as 22h e as 02h00

Retrato e Figura na Paisagem

Na Colecção do Museu do Chiado - MNAC

Até 7 de Janeiro de 2007

quarta-feira, setembro 20, 2006

Paris, mon amour

Não vale a pena dizer o porquê de Paris
Continua a ter a sua mística de romance
Nem que seja à sombra do passado

Os homens não se medem às viagens
Sendo no caso,uma "cereja no topo do bolo"
Boa viagem
Very happy for you my dear slave friend

Prova de que...quem espera sempre alcança
E de que os "informáticos" afinal quando querem não são cinzentinhos

Slave2

quarta-feira, setembro 13, 2006

Política ou Gestão

Governo = Gestão
(Literalmente...portanto...nas bases deveriam existir "capabilities" base de gestão - o que implica "skills" de adequação à mudança - e menos modelos de base teórica de desgaste rápido nos dias que correm.)



(Capabilities, Skills, Capabilities, Skills.....porque será que não existem palavras em bom português para traduzir isto? )

Governo: no limiar da construtividade?

Venho publicamente expressar o meu agrado pelas últimas manifestações de espírito construtivo que têm operado no nosso País.

Finalmente os nossos políticos entenderam - ou foram obrigados a entender/engolir - que o confronto de ideias deverá servir para extrair soluções construtivas que potenciem um País e não cada um dos seus lugares, ou dos seus partidos.

Finalmente, uma causa superior - nós cidadãos, nós País - parece ter-se sobreposto (tão justamente) e é com agrado que PR e PM têm trabalhado soluções conjuntas. E os primeiros resultados parecem estar à vista.

Espero que se mantenha o espírito já há tanto desejado e que tal não seja aproveitado para vanglorizações pessoais de líderes de partidos, nem pelos jornalistas para levantar falsas lebres, em busca da mediatização daquilo que é o nosso trabalho, atrasando processos e estabelecendo necessidades de contra pressão.

Um pedido: deixem os homens trabalhar

Comida Portuguesa - Com certeza

Para quem anda com saudades de umas verdadeiras pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, um cabrito à padeiro, um dos melhores - segundo dizem - cozidos à portuguesa de Lisboa, eis que relembro o "Painel de Alcantâra". Apenas comida tradicional portuguesa e do melhor. Consta que é conhecido pela garrafeira...."porque nem só de pão vive o homem".

Não é restaurante de charme. Longe disso. Simples e eficiente para quem quer matar saudades...ou para levar os amigos estrangeiros que suplicam por um restaurante de comida portuguesa em Lisboa - de confiança.

Rua do Arco 7/13 - Lisboa
1350-019 LISBOA
213965920

Lisboa ao final da tarde, no BAH



Lisboa ao por do sol exalta os amarelos de uma paleta de cores rústicas
O ocre de alguns prédios impõe a harmonia.
Os reflexos do rio retocam os mates
Os telhados pretos, vermelhos, as águas furtadas
Uma tela que não cansa.

A noite cai. Os amarelos vivos são lugar a tons de azul morno, taciturno.

O terraço do Bairro Alto Hotel é soberbo.
Encaixa numa perfeição deliciosa - o telhado preto, o chão tradicional. O jazz, os sofás e as almofadas arrastam-nos ao conforto contemplação.
E um chá de frutos silvestres, para temperar o ambiente


A experimentar também ao pequeno almoço.
Fecha às 00h00.

sexta-feira, setembro 08, 2006

the boss is watching - look busy

http://www.lastminute.com

Reparem no link que se encontra do
lado direito, em cima

"the boss is watching- look busy"

bad timing



Vueling
http://www.vueling.com/PT/latest/offer2.php

quinta-feira, setembro 07, 2006

...eh belo - mais um italiano


(Não, não me venham já com a conversa dos elitismos)
Este parece-me bem, diferente e sobretudo...leiam a ementa
Quero saber referências.
Someone?

"Ambiente informal, acolhedor e intimista"
"Entradas: Empadinha de pêras e gorgonzola , redução de Porto tawny; Pecados de scamorza fumada e alcachofras , gelatina de laranja e azeitonas pretas; Mil-folhas de bacalhau Llauna e cogumelos shitake, chips de polenta; Polvinhos em brodetto de tomate e hortelã, crostini piccanti de pão alentejano; Tartare de vieras e cantarelos, dueto liquido de limão e salsa ; Carpaccio de vitela Mirandesa recheado com funghi porcini,cama de espinafres ao natural, infusão de pinhões. Risotto" com uva branca e avela, coração de foie gras; Spaghetti com lulinhas picantes, espuma de feijão branco e salvia frita..."

Cozinha de autor. Claro está.

Rua de São Bento 334 - Lisboa
1200-822 LISBOA
934952552.

Definitivamente
Os latinos.

4 minutos de clareza

Bom, hoje foram os 4 minutos mais claros dos últimos 5 meses.
Passaram rápido - não, não foram os mais longos da vida (para os que me poderão eventualmente entender, desculpem o egoísmo)- ainda virá o dia, naturalmente (ou não).

Foi absurdamente sereno, sério e sólido, cada minuto.
É sempre bom revelarmo-nos, ao nosso "eu", na segurança com que enfrentamos o futuro com a força e determinação com que acreditamos naquilo que são os nossos objectivos e na capacidade de temos de nos fazermos felizes.

Sim, somos uns insatisfeitos.
Bom, e o que seria a vida se já tivessemos tudo? Nada.

Diria que há que haver loucura suficiente para andar - nesse sentido quero continuar a ser louca
E se a paixão por aquilo que fazemos e das pessoas de quem gostamos - nos move
É então altura de não olhar para trás
De chutar a bola para a frente
De ter coragem e agarrar aquilo que nos faz feliz, que nos faz mexer, que faz os nosso olhos brilharem e o nosso estomago encolher - de nos matermos apaixonados pela vida e mantermos os outros apaixonados por nós
Chega de "sim,mas", "e", "talvez"
SIM, Definitivamente sim

Há que viver cada momento
Como se fosse o último (porque o tempo não volta atrás), mas nunca esquecendo que há um amanha
A cuidar


Para quê perder tempo com o que não interessa?
Lets focus.
E não vamos deixar fugir oportunidades de vivermos uma paixão
(Apetecia-me dizer que é agora ou nunca, mas isto vai-se repetir incessantemente)


Just want to smile
And to make you smile

quarta-feira, setembro 06, 2006

O nascer do SOL

Bom, morre o Independente, o Expresso sofre remodelações e nasce o SOL.
Vamos assistir ao nascer do SOL.

Do meu ponto de vista de quem não percebe nada do assunto, mas que é uma leitora assídua do Expresso (vulgo, "pasquim" de direita, como diria uma amiga minha - mas que me importa...), tenho algums primeiras impressões:

1. Um jornal que se chame SOL lembra-me mais um concorrente do Metro e do Destak, do que propriamente do Público ou do Expresso. Que triste ideia me pareceu que assombrou essas mentes inteligentes. "SOL", quem sabe uma aproximação ao "The Sun".

2. Um jornal que se apresenta como, não um jornal de referência, não um tablóide, não uma revista, mas sim, uma mistura dos 3 - parece-me uma mistela desenxabida que nem sabe a água nem a vinho. No entanto, dizem eles que querem, na pior das hipoteses, ultrapassar a tiragem do Expresso em apenas um ano. Confesso que vou ficar surpreendida.

3. O objectivo de roubar clientes ao Expresso parece-me de alguma forma descabido. O Expresso, com ou sem JSaraiva, é um jornal de referência. Não compro o Expresso para ver a Elsa Raposo e o seu último namorada na praia, o escândalo do JCB, ou afim. Não compro o Expresso para ler sensacionalismo. Não tenho tempo. Tenho tanto mais que ler, que compro - "a referência". Portanto, como é que um jornal com um mix pensado dessa forma, pode achar que ultrapassa o Expresso? Se me disserem que rouba público a um Correio da Manha, eu ainda acredito. Mesmo assim, chocar-me-á ver nomes de referência em artigos, cuja página seguinte me apresente a Paula Coelho a dizer que vai casar e não sabe com quem ainda. Haja pachorra. Acho que acima de tudo é uma descredibilização.

Bom, mas também me custa a acreditar que seja assim tão linear- afinal de contas, temos um JSaraiva, que deve saber o que faz. Quem terá sido o inteligente que impingiu o "SOL" como designação?

Resumindo, até prova em contrário, não vou dar 2 euros no sábado para ver o SOL nascer.
Aguardo comentários. Pode ser que esteja muito errada.

Bolonha a quanto obrigas

Confesso que de certa forma me choca este novo Tratado que vem por fim às Licenciaturas de 5 anos, passando a maioria para 3 anos, ou algumas, 4. Pois bem, mais 2 ou 1 ano apenas, e eis que conseguimos um Mestrado.

Ponto 1. Os desgraçados que obviamente querem fazer pela vida, vão querer tirar 5 anos. Não me venham com tretas de que em 3 consegue-se a mesma estaleca do que em 5. Cadeiras ditas de "excedentes" e "dispensáveis" trouxeram-me até data uma capacidade de visão que me permite pensar várias coisas de diferentes pontos de vista. Óptimo. Agora, se estas cadeiras são eliminadas - será com certeza uma destruição de valor num curso. E 3 anos, elimina-nos um potencial vantagem competitiva de preparação face a outros países. Pelo menos assim me parece.
3 anos jamais poderão equivaler a 5 anos. (As Ordens reconheceram isto de imediato).

Ponto 2. Os desgraçados que queiram fazer mais 2 aninhos extra terão que pagar a preços de mestrado- segundo consta. Portanto, as propinas normais - esqueçam. E se pretendem trabalhar e estudar, confesso que vejo a coisa seriamente complicada.

Ponto 3. Quem é que é a mente brilhante que sai verdinho de uma faculdade e tem algum valor significante a acrescentar para frequentar de seguida um mestrado, com a exigência óbvia de uma tese? Que experiência? Nenhuma. E o que ganhamos com isto? Mais uma vez vamos assistir a um desleixo no grau de exigibilidade. Será quase certo, penso.
Por outro lado, nem toda a gente tem capacidade para enfrentar uma tese. Portanto - ou fica pelos 3 anos - ou fica pelos 3 anos.

Ponto 4. Penso que as empresas já devem ter aberto o olho para esta nova situação. Estão muito bem preparadas. Para os meninos que não quiserem continuar para mestrado...venham para estágio não remunerado. Talvez os típicos 6 meses se alarguem para 1 ano. Ou 2. Em substituição do dito mestrado...quem sabe. A isto se chama "saber aproveitar o clima".

Ponto 5. Professores perdidos - todos com grande dificuldade em fazer as selecções e a condensação de um curso para 3 anos. E como eu os compreendo. Se o tempo já escasseava, agora, com 5 em 3, vão fazer a ginástica da vida.

Aguardo novos desenvolvimentos...
Boa sorte!

Oh I´m still alive

Pearl Jam
Não diria no seu melhor.
Bom arranjo de luzes - a simplicidade e variedade dos tons, conjugadas no espaço - deu um bom espectáculo.
É sempre bom voltar à crowd...dispensando a cerveja e "a nuvem"
Saudades dos concertos, do backstage, do sound check ... enfim, outros tempos
A música inspira e liberta-nos
Saudades mesmo.

domingo, setembro 03, 2006

Come parla! Come parla! Le parole sono importanti

Nani Moretti
(Palombella Rossa)

Não resisti.
A leviandade com que as pessoas empregam as palavras choca-me.
E eu que sou adepta da escrita.Especialmente da crua, nua

As palavras são especialmente bonitas para um dia de Primavera
Ou para um Inverno que teima em não passar.
Ou melhor, as palavras são sempre bonitas
Podem valer quase tudo
...mas nunca rigorosamente nada?

Mas deve ter sido sempre assim. Não deve ser dos novos adventos webianos ou afins.
Continuo a defender que, palavras, as leva o vento. Expressão já tão coçada, mas insisto. Atitudes contam. E os pequenos detalhes são sempre reveladores

Afastando a visão romântica da coisa, atente-se à perspectiva deveras poética do discurso político em Portugal. Creio que será o principal motivo para ainda não ter entrado na Política.

sábado, setembro 02, 2006

Falar do que se sabe

...e ponderar falar daquilo que não se sabe.

Nunca vi o Casablanca.
Confesso que, por um minuto, considerei a hipotese de existirem aviões para Lisboa - para rapidamente contornar tão idiota pensamento e escrever sobre a suposta absurda última frase da crítica de Leonor Pinhão no Expresso.
Afinal...para grande surpresa (e vergonha) minha, existem mesmo aviões para Lisboa no Casablanca.

Um pedido de desculpas à Leonor Pinhão.
Bom, mas vamos assumir um delírio. Como apenas...um delírio
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